sábado, 5 de junho de 2010

Santo Inácio de Antioquia


Inácio (
67 - 110 d.C.) foi Bispo de Antioquia da Síria, discípulo do apóstolo João, também conheceu São Paulo e foi sucessor de São Pedro na igreja em Antioquia fundada pelo próprio apóstolo. SegundoEusébio de Cesaréia, Inácio foi o terceiro bispo de Antioquia daSíria e segundo Orígenes teria sido o segundo bispo da cidade. Santo Inácio foi detido pelas autoridades e transportado para Roma, onde foi condenado à morte noColiseu, e foi martirizado por leões.

Foi preso por ordem do imperador Trajano (98 - 117 d.C) e condenado a ser lançado aos leões no Coliseu em Roma, as autoridades romanas esperavam fazer dele um exemplo e, assim, desencorajar o cristianismo, porém sua viagem a Roma ofereceu-lhe a oportunidade de conhecer e ensinar os conceitos cristãos, e no seu percurso, Inácio escreveu seis cartas para as igrejas da região e uma para um colega bispo. Ao falar sobre sua execução, Inácio disse a famosa expressão: "trigo de Cristo, moído nos dentes das feras". E na iminência do martírioprometeu aos cristãos que mesmo depois da morte continuaria a orar por eles junto de Deus: Meu espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus. Eu ainda estou exposto ao perigo, mas o Pai é fiel, em Jesus Cristo, para atender minha oração e a vossa. Que sejais encontrados nele sem reprovação.

Santo Inácio escreveu sete cartas: Epístola a Policarpo de Esmirna, Epístola aos Efésios, Epístola aos Esmirniotas, Epístola aos Filadélfos, Epístola aos Magnésios, Epístola aos Romanos, Epístola aos Tralianos.

Santo Inácio enfatiza nas suas cartas para que se preserve a unidade da Igreja de Cristo:

"Convém estardes sempre de acordo com o modo de pensar do vosso Bispo. Por outro lado, já o estais, pois o vossopresbitério, famoso justamente por isto e digno de Deus, sintoniza com o Bispo da mesma forma que as cordas de uma harpa. Com vossos sentimentos unânimes, e na harmonia da caridade, constituís um canto a Jesus Cristo. Mas também cada um deve formar juntamente com os outros, um coro. A concórdia fará com que sejais uníssonos. A unidade vos fará tomar o dom de Deus, e podereis cantar a uma só voz ao Pai por Jesus Cristo. Também ele, então, escutar´vos´á e reconhecerá pelas obras que sois membros do seu Filho. Importante, por conseguinte, vivermos numa irrepreensível unidade. Assim poderemos participar constantemente da união com Deus".

Pois assim, unidos numa mesma Fé tanto será mais forte a oração. A caridade esta diretamente ligada a unidade da Igreja, por isso Inácio chama de orgulhoso aquele que não guarda a unidade da Igreja junto com o Bispo:

"Se a oração de duas pessoas juntas tem tal força, quanto mais a do bispo e de toda a Igreja! Aquele que não participa da reunião é orgulhoso e já está por si mesmo julgado, pois está escrito: "Deus resiste aos orgulhosos." Tenhamos cuidado, por tanto, para não resistirmos ao Bispo, a fim de estarmos submetidos a Deus.".


Santo Inácio enfatiza nas suas cartas para que se preserve a unidade da Igreja de Cristo:

"Convém estardes sempre de acordo com o modo de pensar do vosso Bispo. Por outro lado, já o estais, pois o vossopresbitério, famoso justamente por isto e digno de Deus, sintoniza com o Bispo da mesma forma que as cordas de uma harpa. Com vossos sentimentos unânimes, e na harmonia da caridade, constituís um canto a Jesus Cristo. Mas também cada um deve formar juntamente com os outros, um coro. A concórdia fará com que sejais uníssonos. A unidade vos fará tomar o dom de Deus, e podereis cantar a uma só voz ao Pai por Jesus Cristo. Também ele, então, escutar´vos´á e reconhecerá pelas obras que sois membros do seu Filho. Importante, por conseguinte, vivermos numa irrepreensível unidade. Assim poderemos participar constantemente da união com Deus".

Pois assim, unidos numa mesma Fé tanto será mais forte a oração. A caridade esta diretamente ligada a unidade da Igreja, por isso Inácio chama de orgulhoso aquele que não guarda a unidade da Igreja junto com o Bispo:

"Se a oração de duas pessoas juntas tem tal força, quanto mais a do bispo e de toda a Igreja! Aquele que não participa da reunião é orgulhoso e já está por si mesmo julgado, pois está escrito: "Deus resiste aos orgulhosos." Tenhamos cuidado, por tanto, para não resistirmos ao Bispo, a fim de estarmos submetidos a Deus.".

Inácio também afirma em sua carta à igreja de Roma que ela "preside à irmandade de amor" (Carta aos Romanos [Prólogo]).

Inácio revela-se conhecedor das processões divinas em Deus, ao reconhecer no Cristo a processão intelectiva de Deus: "De fato, Jesus Cristo, nossa vida inseparável, é o pensamento do Pai", o que seria mais tarde explicado à luz da filosofia por São Tomás de Aquino.

É interessante constatar como as comunidades cristãs no século I tinham um conhecimento aprofundado da natureza de Deus, Jesus Cristo é: "gerado e não criado, Deus feito carne". Gerado e não criado (ingênito).

Com este testemunho, Inácio trouxe para a construção do Dogma, pedras sólidas que ajudaram o Concílio de Nicéia (325 d.C.) a fixar noCredo o genitum non factum, isto é, gerado e não criado. Embora Inácio ainda não tivesse esta precisão, Atanásio que colaborou na elaboração do vocábulo, reconheceu a perfeita ortodoxia no texto desta carta.

Inácio reconhecia a autoridade da igreja de Roma sobre as demais igrejas. Para ele, Pedro e Paulo teriam pregado naquela cidade.

Santíssima Trindade

"Procurai manter-vos firmes nos ensinamentos do Senhor e dos apóstolos, para que prospere tudo o que fizerdes na carne e no espírito, na fé e no amor, no Filho, no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, unidos ao vosso digníssimo bispo e à preciosa coroa espiritual formada pelos vossos presbíteros e diáconos segundo Deus. Sejam submissos ao bispo e também uns aos outros, assim como Jesus Cristo se submeteu, na carne, ao Pai, e os apóstolos se submeteram a Cristo, ao Pai e ao Espírito, a fim de que haja união, tanto física como espiritual".

Maria no cristianismo

Inácio além de afirmar a Divindade de Cristo também afirma a virgindade de Mariae sua descendencia do rei Davi:

"E permaneceram ocultos ao príncipe desse mundo a virgindade de Maria e seu parto, bem como a morte do Senhor: três mistérios de clamor, realizados no silêncio de Deus".

"A verdade é que o nosso Deus, Jesus, o Ungido, foi concebido de Maria segundo a economia divina; nasceu da estirpe de Daví, mas também do Espírito Santo"

Inácio também declara que os cristãos herdeiros da Nova Aliança não guardam mais osábado, mas se reúnem no dia do Senhor (odomingo):

"Aqueles que viviam na antiga ordem de coisas chegaram à nova esperança, e não observam mais o sábado, mas o dia do Senhor, em que a nossa vida se levantou por meio dele e da sua morte. Alguns negam isso, mas é por meio desse mistério que recebemos a fé e no qual perseveramos para ser discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre".

Santa Margarida Maria Alacoque



Margarida Maria Alacoque, nasceu no dia 22 de Agosto de 1647 em Verosvres, na Borgonha. O seu pai, juiz e tabelião, morreu quando Margarida ainda era muito jovem.

Após a morte de seu pai, Claudio de Alacoque foi morar na casa de seu tio Toussant(tussã) e sofreram ela e sua mãe, dona Felizberta de Alacoque. Assim ela conheceu a humilhação da necessidade, vivendo ao capricho de parentes pouco generosos e nada propensos a consentir que ela realizasse o seu desejo de fechar-se no convento.

Recebeu a comunhão aos nove anos e aos 22, a confirmação, para a qual quis preparar-se com confissão geral: ficando quinze dias preparando-se, escrevendo num caderninho a grande lista de seus pecados e faltas, para ler depois ao confessor.

Na festividade de São João Evangelista de 1673, uma moça de vinte e cinco anos, irmã Margarida Maria, recolhida em oração diante do Santíssimo Sacramento, teve o singular privilégio da primeira manifestação visível de Jesus, que se repetiria por outros dois anos, toda primeira sexta-feira do mês.

Em 1675, durante a oitava do Corpo de Deus, Jesus manifestou-se-lhe com o peito aberto e apontando com o dedo seu Coração, exclamou: "Eis o Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles".

Margarida Maria Alacoque, escolhida por Jesus para ser a mensageira do Sagrado Coração, já fazia um ano que vestira o hábito das monjas da Visitação em Paray-le-Monial. No último período de sua vida, nomeada mestra das noviças, ela teve a consolação de ver propagar-se a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, e os próprios opositores de outrora mudarem-se em fervorosos propagadores.

Morreu em 17 de Outubro de 1690, aos 43 anos de idade.

Foi canonizada em 1920, mas a data da sua festa foi antecipada por um dia para não coincidir com a de Santo Inácio de Antioquia.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Santo André



Santo André (em grego: 'Ανδρέας, transl. Andreas; século I d.C.), conhecido na tradiçãoortodoxa como Protocletos (o "primeiro [a ser] chamado"), é um apóstolo cristão, irmão de São Pedro. O nome "André" (do grego "ανδρεία", andreía, "hombridade" ou "coragem"), como diversos outros nomes gregos, parece ter sido comum entre os judeus dos séculos II ou III a.C.. Não se tem registro de qualquer nome hebraico ou aramaico seu.

O Novo Testamento registra que Santo André era irmão de São Pedro, do que se pode concluir que ele também era filho de Jonas, ou João (Mateus 16:17; João 1:42). Nasceu em Betsaida, às margens do Mar da Galileia (João 1:44). Tanto ele quanto seu irmão Pedro erampescadores, por profissão, e segundo a tradição Jesus teria lhes chamado para serem seus discípulos dizendo que faria deles "pescadores de homens" (em grego: ἁλιείς ἀνθρώπων, transl.halieís anthrópon). André também teria ocupado a mesma casa que Jesus, no início da vida pública deste, em Cafarnaum. (Marcos 1:21-29).

O Evangelho segundo João conta que André era um discípulo de João Batista, cujo testemunho levou o próprio André e João, o Evangelista, a seguirem Jesus (João 1:35-40). André imediatamente reconheceu Jesus como o Messias, e apressou-se a apresentá-lo a seu irmão (João 1:41). A partir daí os dois irmãos se tornaram discípulos fiéis de Jesus. Numa ocasião posterior, antes do derradeiro chamado ao apostolado, passaram a ser companheiros mais íntimos, e abandonaram todos os seus pertences para seguir Jesus (Lucas 5:11; Mateus 4:19-20; Marcos 1:17-18.

André é mencionado nos evangelhos como estando presente em diversas ocasiões de importância, como um dos discípulos mais próximos de Jesus (Marcos 13:3; João 6:8, João 12:22); os Atos dos Apóstolos apenas o mencionam uma única vez (Atos 1:13).

Eusébio de Cesareia, citando Orígenes, conta que André pregou na Ásia Menor e na Cítia, ao longo do mar Negro, chegando até o rio Volga e Kiev - daí que se tenha tornado padroeiro daRomênia e da Rússia. De acordo com a tradição, teria fundado a sede de Bizâncio(Constantinopla), em 38 d.C., e instaurado Estácio como bispo. Esta diocese iria posteriormente se transformar no Patriarcado de Constantinopla, do qual André é reconhecido como santo padroeiro.

André teria sofrido o martírio através da crucifixão, em Patras (Patrae), na Aquéia. Embora os textos mais antigos, como os Atos de André, mencionados por Gregório de Tours, descrevem que ele teria sido atado, e não pregado, a uma cruz latina, desenvolveu-se uma tradição de que André teria sido crucificado numa cruz do tipo conhecido como Crux decussata ("cruz em forma de 'x'"), comumente conhecida como "cruz de Santo André", e que isto teria sido feito a pedido dele próprio, que se julgava indigno de ser crucificado no mesmo tipo de cruz que havia sido usada para crucificar Cristo. A iconografia familiar de seu martírio, que mostra o apóstolo atado à cruz em forma de 'x', não parece ter sido padronizada até o fim da Idade Média.

O destino de suas relíquias varia de acordo com as diversas tradições de sua lenda; seus ossos, inicialmente em Patras, cidade da qual Santo André é o patrono, teriam sido levados para Constantinopla, por decreto imperial, onde foram exibidas num triunfo magnífico em 3 de março de357, quando chegaram à capital do Império Romano do Oriente, até seu lugar de repouso final, na Igreja dos Apóstolos. Durante a Quarta Cruzada (1203/1204) foram roubadas pelos cruzados - supostamente para protegê-los dos turcos. A cabeça do santo, considerada um dos tesouros da Basílica de São Pedro, seria um presente do déspota bizantino Tomás Paleólogo ao papa Pio II, em 1461. Recentemente, por decisão do papa Paulo VI, em 1964, as relíquias que ainda eram mantidas no Vaticano, que consistiam de um dedo, parte do topo do crânio e pequenos pedaços da cruz, foram enviadas de volta a Patras - onde são mantidas na Igreja de Santo André, num santuário especial, e reverenciados anualmente a 30 de novembro - gesto que foi visto como um gesto de reaproximação entre as igrejas Romana e Ortodoxa. Uma tradição escocesa afirma que as relíquias teriam sido levadas para o país, mais especificamente a cidade que leva o seu nome, Saint Andrews; a bandeira da Escócia apresentaria a sua cruz, que, após a união da Escócia com a Inglaterra, também passaria a fazer parte da bandeira do Reino Unido.

sábado, 10 de abril de 2010

Santa Beatriz da Silva

Santa Beatriz da Silva, entre onze irmãos, era filha de Rui Gomes da Silva e Isabel de Meneses. Das nobres familias de Portugal donde nasceu em Campo Maior, estava destinada a servir na corte. Por isso desde pequena foi educada e preparada para dama da sua parente a infanta Isabel de Portugal que casou em 1447 com Dom João II de Castela. Assim foi Beatriz para Espanha com ‘muito pouca idade’ como dizem os seus primeiros biógrafos.
Era uma corte nada sossegada, naqueles tempos.
Pela sua beleza e elegância, Beatriz começou logo a brilhar com luz própria.
E dizem os cronistas: ‘Era esta donzela a mulher mais bela que havia em Espanha…’
Tirso de Molina, na sua comedia Dona Beatriz, põe em boca do rei: ‘Mulher tão bela, só a merece Deus’…
Mas, na verdade, a Beatriz não lhe fazia nenhuma graça todo aquele glamur que se criava á sua volta. Alem de ferir o seu pudor, provocava sem querer, as invejas e ciúmes das rivais.
A própria rainha que a tinha como confidente preferida, chegou ao ponto de cegar-se de ciúmes. E um dia decidiu fazê-la desaparecer para sempre. Fechou-a num baú onde nem se podia mexer e o oxigénio consumir-se-ia rapidamente.
Mas a ausência de Beatriz não passava desapercebida. Ao terceiro dia, Dom João de Meneses, desconfiado, atreveu-se a perguntar à rainha pela sua sobrinha. Esta, imediatamente o conduziu onde ela pensava apresentar-lhe um cadáver. Mas encontrou-a viva e mais bela do que nunca.
Que teria acontecido?
Na sua angústia de morte, Beatriz tinha invocado a Mãe do Céu e Ela não demorou em consolá-la também com uma aparição maravilhosa, onde lhe pedia que fundasse uma Ordem que desse glória a Deus pelo mistério da sua Imaculada Conceição. O hábito seria como o que levava Nossa Senhora: túnica branca com escapulário, e manto azul.

Em Toledo
Tudo tinha mudado decididamente na sua vida.
Já era Dama da Rainha do Céu e era preciso mudar de Palácio.
Beatriz sai da corte e vai viver para um tranquilo Mosteiro de Toledo.
Como se lembraria ela daqueles versos do seu contemporâneo, Frei Luís de Leão:
Que descansada vida
a de quem foge do mundano ruído
e segue a escondida
senda por donde têm ido
os poucos ‘sábios’
que o mundo tem tido!
E durante mais de vinte anos aí viveu como monja, mas sem o ser, preparando-se ela e a um grupinho de candidatas, para a fundação que Nossa Senhora lhe tinha pedido.

Dificuldades e obstáculos
Não era fácil e era preciso esperar o momento oportuno. Espanha passava por tempos difíceis. Por outro lado, os Teólogos estavam divididos entre ‘maculistas’ e ‘imaculistas’. E o projecto de Beatriz tinha muito de aventura: estabelecer na Igreja uma Instituição Monástica e precisamente em honra do mistério da Imaculada Conceição, significava dar por inteiramente segura e definitivamente triunfante, uma doutrina teológica ainda muito descutida. Era mesmo um desafio à Teologia embora reinasse um fervor popular muito ‘imaculista’.
Além disso, recordemos que as Ordens femininas só surgiam a partir das masculinas. Como é que uma moça jovem se atrevia a meter-se nisso, numa época em que a mulher ocupava o posto que todos sabemos?
Mas Beatriz, estava possuída pelo Espírito Santo e a Obra não era dela, mas de Maria.
A Rainha Isabel ‘a Católica’ conhecia a Beatriz desde pequena. Sua mãe arrependida, tinha obtido, sem dificuldade, o perdão de Beatriz, e visitava-a muitas vezes com a sua filha pequena.
E quando foi coroada como Rainha, começou uma nova era em Espanha.
Beatriz tinha nela uma amiga que lhe apreciava mais que pelo seu parentesco, pela sua santidade.

Um desafío à Teologia

E quando chegou a hora, a Rainha ofereceu-lhe os ‘Palácios de Galiana’, em Toledo, com a capela de ‘Santa Fé’ adjunta, para iniciar o seu Projecto.
Foi assim que em 1484 ali se trasladou Beatriz com doce companheiras. Em 1489, com ajuda da Rainha também, conseguiu de Roma a aprovação definitiva, com a Bula Inter Universa de Inocêncio VIII.
Assim, “O que a Teologia ‘imaculista’ defendia nas aulas e nos púlpitos, o Espírito converteu-o, através de Beatriz, em Projeto de Vida para a nova família monástica, que encontra a sua razão de ser na Igreja, na contemplação do mistério da Imaculada Conceição e no empenho por imitar as suas virtudes”.
“Na qual, por dever, não menos que por significado de Hábito e Regra, fosse a Santíssima Conceição de Maria honrada, afirmada e exaltada com constantes louvores. Desta maneira, não poucos séculos antes da promulgação do Dogma, e enquanto ferviam as discussões teológicas, a Imaculada Conceição manifestava-se com força viva na história da Salvação e na vida da Igreja, suscitando uma Ordem contemplativa que se inspirava no níveo fulgor da ‘Tota Pulchra’ e recebia dela energias para uma mais generosa consagração a Cristo, no quotidiano esforço por não se apartar em nada da doce soberania do Seu Amor”. Paulo VI

O milagre da Bula
Com esta Bula aconteceram duas coisas: uma foi que no dia 30 de Abril de 1489 apareceu na portaria do Mosteiro um cavaleiro para dar a notícia a Santa Beatriz de que o Papa acabava de conceder-lhe a aprovação daquilo que ela tinha pedido. Foi um jovem que lhe deu a notícia e desapareceu. Ela ficou feliz e anotou a data. Mas pelo sucesso, ela sempre ficou convencida que podia ser o anjo Rafael, o mensageiro de Deus a quem tinha muita devoção.
Uns dias mais tarde apareceu na portaria do Mosteiro outro jovem desconhecido que desapareceu rapidadmente como o primeiro, dando-lhe a notícia: O barco que trazia a Bula tinha naufragado e com ele tudo e todos.
Beatriz sofreu muito com esta notícia. Mas em vez de desesperar, intensificou a sua oração e a sua Fé. E aconteceu que, dez dias mais tarde, teve que abrir um baú para procurar uma coisa. E logo ao de cima encontrou um desconhecido pergaminho escrito em latim. Não podia acreditar naquilo que via e imediatamente o enviou a um doutor frade do Convento ao lado para que o analisasse. Qual a surpresa ao descobrirem que se tratava da Bula de aprovação que ela tinha pedido e que tinha tido a noticia de ter naufragado. Beatriz comprovou a data da Bula e viu que o dia coincidia precisamente com o dia em que ela tinha recebido a notícia da sua redação pelo desconhecido mensageiro em 30 de Abril de 1489. Foi tal a felicidade de todos por este misterioso achado, que toda a cidade de Toledo que já conhecia e amava Beatriz, se uniu para celebrar tal acontecimento como um sucesso milagroso. E nesse dia fez-se uma enorme procissão desde a Catedral ao Mosteiro, com a Bula em bandeja de prata e ninguém trabalhou como se fosse domingo.

A Estrela de Maria
E consumida de zelo e amor por Maria Imaculada morreu em Toledo em 1492.

Quando, na sua agonia lhe levantaram o véu que cobriu o seu rosto nos últimos 30 anos, para ser ungida a fronte com o Óleo da Santa Unção, foi tal o resplendor do seu rosto que iluminou toda a cela, qual outro Moisés quando se encontrava com o Senhor. Ao mesmo tempo apareceu na sua testa uma estrela brilhante que se foi apagando conforme ia deixando este mundo. A marca dessa estrela ainda hoje se pode apreciar no seu crânio. É por isso que sempre aparece na iconografia, com uma estrela que a distingue.
E assim exprime um Hino Litúrgico:
‘Quando juntou a morte
amada com Amante,
o Amor fez-se luz no seu semblante’.

A sua fama de Santidade era já um fenômeno em vida, começando a receber culto popular, imediatamente. Conforme as leis atuais foi confirmado pela Igreja em 1926 sendo Beatificada por Aprovação de Culto imemorial e canonizada em 1976 pelo Papa Paulo VI.

‘A nobre Beatriz da Silva, levanta-se como insigne exemplo de piedade e ilustre testemunho da mais elevada humanidade, não só para as suas filhas, mas também para todo o povo de Deus.
Mais ainda, para todos os que com mente sincera buscam a sabedoria e apreciam o valor da sincera virtude...’ Bula de Canonização.

sábado, 3 de abril de 2010

Símbolos da Páscoa



A Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria.

Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.

Ovos da Páscoa
Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.

Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.

Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.

A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.

A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.

Coelho

Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.

Cordeiro

Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

Círio Pascal

É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de aleluia. Significa que "Cristo é a luz dos povos".

Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ômega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal.

O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.

PÃO E VINHO

O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós.

Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro.

Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus.

A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura".

Colomba Pascal
O bolo em forma de "pomba da paz" significa a vinda do Espírito Santo. Diz a lenda que a tradição surgiu na vila de Pavia (norte da Itália), onde um confeiteiro teria presenteado o rei lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua vez, teria poupado a cidade de uma cruel invasão graças ao agrado.
Sino
Muitas igrejas possuem sinos que ficam suspensos em torres e tocam para anunciar as celebrações.

O sino é um símbolo da páscoa. No domingo de páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.

Quaresma
Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação para a celebração.

Óleos Santos
Na antiguidade os lutadores e guerreiros se untavam com óleos, pois acreditavam que essas substâncias lhes davam forças. Para nós cristãos, os óleos simbolizam o Espírito Santo, aquele que nos dá força e energia para vivermos o evangelho de Jesus Cristo.