sexta-feira, 23 de julho de 2010

Santa Marta




Hoje lembramos a vida de Santa Marta, que tem seu testemunho gravado nas Sagradas Escrituras. Padres e teólogos encontram em Marta e sua irmã Maria, a figura da vida ativa (Marta) e contemplativa (Maria). O nome Marta vem do hebraico e significa "senhora".

No Evangelho, Santa Marta apresenta-se como modelo ativo de quem acolhe: "... Jesus entrou em uma aldeia e uma mulher chamada Marta o recebeu em sua casa" (Lc 10,38).
Certo dia Jesus chegou a Betânia com seus 12 apóstolos. Marta corria para todos os lugares preparando os alimentos, limpando a casa, servindo-os e Jesus, como sempre, aproveitando-se daqueles instantes de descanso, dedicava-se a dar sábias instruções a seus discípulos. Entre eles, sentada também no chão estava Maria, a irmã de Marta, extasiada, ouvindo a Jesus. Prontamente Marta se detém um pouco com seus afazeres e aproximando-se de Jesus lhe diz com toda confiança: "Senhor, como te parece que minha irmã me haja deixado sozinha a fazer todo o trabalho da casa? Por que não lhe dizes que me ajude um pouco?". Jesus com um suave sorriso e tom bondoso lhe responde: "Marta, Marta, te perturbas e te preocupas por muitas coisas. Somente uma coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte que não lhe será tirada". Marta entendeu a lição e tirando o avental sentou-se também ali no chão para ouvir as divinas instruções do Salvador. Agora sabia que todos os empenhos materiais não valem tanto como ouvir os ensinamentos que vem do céu pois somente assim se pode aprender o caminho da eterna salvação.

Esta não foi a única vez, já que é comprovada a grande amizade do Senhor para com Marta e seus irmãos, a ponto de Jesus chorar e reviver o irmão Lázaro.

A tradição nos diz que diante da perseguição dos judeus, Santa Marta, Maria e Lázaro, saíram de Bethânia e tiveram de ir para França, onde se dedicaram à evangelização. Santa Marta é considerada em particular como patrona das cozinheiras e sua devoção teve início na época das Cruzadas.

Santa Marta, rogai por nós!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

São Clemente I




Com grande alegria e veneração lembramos a vida do terceiro Papa que governou, no primeiro século, a Igreja Romana. São Clemente I assumiu a Cátedra de Pedro, depois de Lino, Anacleto e com muito empenho regeu a Igreja de Roma dos anos 88 até 97.

Sobressai no seu pontificado um documento de primeira grandeza, fundamental a favor do primado universal do Bispo de Roma: a carta aos Coríntios, escrita no ano de 96.

Perturbada por agitadores presumidos e invejosos, a comunidade cristã de Corinto ameaçava desagregação e ruptura.

São Clemente escreve-lhe então uma extensa carta de orientação e pacificação, repassada de energia persuasiva, recomendando humildade, paz e obediência à hierarquia eclesiástica já então definida nos seus diversos graus: Bispos, Presbíteros e Diáconos.

Esta sua intervenção mostra que Clemente, para além de Bispo de Roma, sentia-se responsável e com autoridade sobre as outras Igrejas.

E saliente-se que, nessa altura, vivia ainda o Apóstolo São João, o que nos permite concluir que o Primado não foi de modo algum uma ideia meramente nascida de circunstâncias favoráveis, mas uma convicção clara logo desde o início. Se assim não fosse, nunca São Clemente teria ousado meter-se onde, por hipótese, não era chamado.

João, como Apóstolo de Cristo, era sem dúvida uma figura venerável. Mas era ao Bispo de Roma, como sucessor de São Pedro, que competia o governo da cristandade.

Uma tradição, que remonta ao fim do século IV, afirma que São Clemente terminou sua vida com o martírio. Seu nome ficou incluído no Cânon Romano da Missa.


São Clemente I, rogai por nós!

sábado, 3 de julho de 2010

Missa dos Amigos do Sagrado Coração de Jesus

Ao se inscrever, você também recebe um acesso exclusivo na Internet para incluir
seus pedidos de graças no Livro de Intenções desta Missa.
Por meio desta página você poderá inscrever seus pedidos de oração em mais de 50 missas por ano! Além de novenas especiais, rosários e vigílias de oração. Todas realizadas para os devotos do Sagrado Coração de Jesus poderem demonstrar toda confiança, fé e amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Além de inscrever seu nome nas Missas, nesta página existe um espaço feito especialmente para você poder presentear amigos inscrevendo o nome deles na Missa.

O que está esperando? Entre já em: http://www.aascj.org.br/amigos-do-coracao-de-jesus/?origem=1

Estampa do Sagrado Coração e Novena das Rosas

Eis aqui um site incrível onde você pode adquirir gratuitamente a Estampa do Sagrado Coração de Jesus: http://www.aascj.org.br/estampa/inicio-1

A Novena consiste na reza diária de 24 Glórias ao Pai, em ação de graças à Santíssima Trindade pelos 24 anos da vida da gloriosa Santa.
Pode-se iniciar a novena em qualquer dia, mas o costume é preferencialmente fazê-la entre os dias 9 e 17 do mês, porque nesses dias muitos outros fiéis estão fazendo a mesma novena em diversas partes do mundo.

Reza-se a seguinte oração, seguida de 24 Glórias ao Pai, sempre finalizadas com a Jaculatória:

Oração:
“Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, eu Vos agradeço todos os favores e graças com que enriquecestes a alma de vossa Serva Santa Teresinha do Menino Jesus, durante os 24 anos que passou na terra, e pelos méritos de tão querida Santa, concedei-me a graça que ardentemente vos peço, se for conforme a vossa santíssima vontade e para a salvação de minha alma. Amém”.

Glória ao Pai:
“Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos, Amém”.

Jaculatória:
“Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!”

Se quiser receber a novena impressa no tamanho "pocket" e levar para onde quiser entre em: http://www.aascj.org.br/novena-das-rosas/como_surgiu.php?W_ORIGEM=1&W_CODCMP=1

Que Deus os abençoe, abraços!

sábado, 19 de junho de 2010

São Jerônimo




São Jerônimo é conhecido sobretudo como tradutor da Bíblia do grego antigo e do hebraico para o latim. É o padroeiro dos bibliotecários e dos tradutores, e patrono das secretárias (inclusive ambos comemorados no dia 30 de setembro).

A edição de São Jerónimo, a Vulgata, é ainda o texto bíblico oficial da Igreja Católica Romana, que o reconhece como Padre da Igreja (um dos fundadores do dogma católico) e ainda doutor da Igreja. Nasceu em Strídon, na fronteira entre a Panónia e a Dalmácia (motivo pelo qual também é chamado de Jerónimo de Strídon), no segundo quarto do século IV e faleceu perto de Belém, em sua cela, próximo à gruta da Natividade.

A Vulgata foi publicada cerca de 400 d.C., poucos anos depois de Teodósio I ter feito do cristianismo a religião oficial do Império Romano (391).

É reconhecido pela Igreja Católica como santo e Doutor da Igreja, e como santo pela Igreja Ortodoxa Oriental, onde é conhecido como São Jerônimo de Stridonium ou Abençoado Jerônimo.

São Lázaro



São Lázaro teve a sorte de ser o protagonista de um dos milagres mais impressionantes de Jesus Cristo, já que foi ressuscitado pelo Senhor depois de quatro dias de haver falecido.

Segundo as Sagradas Escrituras, Lázaro adoeceu gravemente e duas de suas irmãs Marta e Maria enviaram com urgência um mensageiro ao lugar onde se encontrava Jesus com a seguinte mensagem: "Aquele a quem Você ama, está doente". Muito belo modo de dizer com poucas palavras muitas coisas. Se o amar, estamos seguros de que virá, e se vier, livrará-se da morte.

O santo falece e recém ao quarto dia chegou o Senhor. As duas irmãs saem ao encontro de Jesus em meio de lágrimas e soluços lhe dizendo: "Oh, Senhor se tivesse estado aqui! Se tivesse ouvido como te chamava Lázaro! Só uma palavra tinha em seus lábios: 'Jesus'. Não tinha outra palavra em sua boca. Chamava-te em sua agonia. Desejava tanto verte! Oh Senhor: se tivesse estado aqui não haveria morrido nosso irmão".

Jesus responde: - "Eu sou a ressurreição e a Vida. Os que acreditam em Mim, não morrerão para sempre". Jesus, ao vê-las chorar se comoveu e também chorou. Nosso Redentor verdadeiro Deus e verdadeiro homem, sentiu também a dor diante da morte de um ser querido. Os judeus que estavam ali em grande número, exclamaram: "Olhem quanto o amava!". Jesus disse: Lázaro, eu te mando, saia! E Lázaro se levantou. depois de quatro dias morto, foi ressuscitado milagrosamente e visto pela multidão que contemplou o fato.

Ele também teria sido o primeiro bispo de Marselha. Na Idade Média tornou-se o padroeiro dos leprosos pela associação errada feita com seu homônimo, Lázaro (mendigo e leproso), narrado na parábola mencionada por Lucas- Párabola do Lazáro e do Rico.

São Romualdo


Romualdo era descendente dos duques de Orseoli e nasceu em Ravena, na Itália, no ano de 956. Sua família não tinha vínculo algum com a religião e por isso o rapaz teve uma vida de prazeres e diversões irresponsáveis até os vinte anos. De repente, ao atingir esta idade, tomou conhecimento de como é fácil desperdiçar uma vida por valores sem sentido. Tudo aconteceu por causa de uma luta mortal.

Sérgio, o pai de Romualdo, travou um duelo com seu melhor amigo e obrigou o filho a assisti-lo. A cena de sangue, da qual seu pai saiu como vencedor e assassino, chocou Romualdo e o fez recolher-se a um convento. Depois de passar algum tempo na França, em contato com a espiritualidade da Abadia de Cluny, retornou à Itália.

Repensou a existência e decidindo-se pela vida monástica, ingressou na Ordem de São Bento. Em pouco tempo tornou-se um exemplo para todos, mas isto lhe atraiu algumas inimizades. Tanta era sua disciplina, tamanha era sua dedicação, que passou a sofrer oposição de seus irmãos de ordem.
Deixou o convento, indo viver na companhia de Marinho, um eremita famoso. Aperfeiçoou-se tanto no trabalho espiritual que atraiu vários amigos para a vida religiosa. Até o próprio pai acabou se convertendo por causa dele, abandonando tudo para viver na reclusão de um mosteiro. Mais tarde seu pai também foi canonizado, sendo celebrado como São Severo.

Romualdo fundou vários conventos, sendo o mais famoso deles o de Campo Maldoli, na Toscana, que acabou dando origem à Ordem dos Camaldulenses, criada por ele. Mas sua grande obra foi a reforma da disciplina monástica, que fez os conventos recuperarem os verdadeiros valores cristãos em sua época.
Introduziu uma nova característica na vida dos monges, que além da vida contemplativa consistia na participação ativa dos problemas do seu tempo. Como, as missões na Boêmia e na Polônia; as peregrinações à Terra Santa; a reforma do clero e muitos outros pontos vitais para a Igreja. Em suas peregrinações espirituais, reformou mosteiros e fundou outros novos em Verghereto, em Lemmo, Roma, Fontebuana, Vallombrosa e em Val de Castro, perto de Fabiano.

Romualdo pressentindo a sua morte, despediu-se dos monges e quis morrer sozinho, o que aconteceu no dia 19 de junho de 1027 no convento de Val de Castro. Seu túmulo foi local de muitos prodígios e quando seu corpo foi exumado, cinco anos depois, foi encontrado incorrupto. Venerado pelos devotos, em 1569 o Papa Clemente VIII o canonizou e indicou o dia do seu transito para a festa de São Romualdo, "o pai dos monges camaldulenses".